A essência da liberdade

A criatividade é a maior forma de rebeldia da existência. Se deseja criar, você tem que se livrar de todos os condicionamentos; do contrário, sua criatividade não passará de mera imitação, será uma simples cópia de algo.

Você consegue ser criativo somente como indivíduo, você não pode ser criativo como parte da psicologia das massas. A mentalidade coletiva não tem criatividade; seus membros levam uma vida enfadonha; eles não conhecem realmente a dança, a melodia, a alegria; são seres mecânicos.

A pessoa que pretenda ser criativa não pode seguir o mesmo caminho dos outros, uma senda excessivamente trilhada e batida. Ela tem que descobrir seu próprio caminho, tem que pesquisar nas selvas da vida. Ela tem que caminhar só; tem que ser um não-conformista com os valores da psicologia das massas, da mentalidade coletiva.

Osho, em "Criatividade - Liberando sua Força Interior" (www.palavrasdeosho.com)

Sou fã do tio Freddy

Ótima Semana!

Desejo uma ótima semana a quem ler esse post, e aqueles que não lerem também. Apesar de ser segunda feira, estou imensamente satisfeito com o que a vida vem me ensinando, nunca tive tanta vontade de envelhecer, dia após dia aprendendo, e para mim, essa é a maior satisfação que um homem pode ter. Aprender a viver, fazer escolhas e cada dia buscar a essência.


Pra começar bem a segunda-feira, vou postar algumas fotos de um russo, acredito que deve ser uma das maiores pessoas do país, mas sinceramente isso não me chamou atenção, o que me motivou a postar as fotos, é a expressão de simplicidade e felicidade no rosto do homem em ocasiões normais da vida. Ando de bicicleta todos os dias, em nenhum me recordo de estar com um semblante tão positivo como dele, mas vou me esforçar pra isso :P me alegra ver coisas simples assim no mundo vazio que vivemos.

O Dom Supremo

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria.

O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O Amor nunca falha. Havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o Amor.

Osho

"O riso há de ser nossa espada para cortar todas as cabeças que estão torturando a humanidade há séculos."

O Cocosmonauta, Rússia

Tive que postar haha


Ter a possibilidade de controlar o que se passa no próprio corpo é o pré-requisito básico de qualquer local que se diga livre. A pergunta aqui feita, qual seja, se "aceitaríamos" a legalização das drogas é um indício de que não somos livres. A sensação de que se pode interferir na vida íntima de um indivíduo é uma marca da necessidade de criação de homens aptos para a realização de tarefas imprescindíveis para a manutenção do poder e da dominação. Um homem pleno é aquele pronto para o trabalho (servir o mercado), pronto para a guerra (servir a pátria) e pronto para a família (para servir o divino). O corpo sempre apto para o exercício da submissão é o que está por detrás da ideologia contra as drogas.

A visão das drogas como obra do diabo é outra peça fundamental para a interpretação dessas substâncias que foram usadas por todo o sempre e sempre o serão. Tem-se a idéia de que as drogas destroem o indivíduo. Verdadeiro? Sim, pode ser verdadeiro. Mas mesmo destruindo em alguns casos, como se justifica a criminalização do seu uso? Se alguém se destrói com a utilização de substâncias nocivas à sua própria saúde, como algo exterior a ele lhe proíbe de interpretar a sua realidade e fazer de si aquilo que deseja (mesmo que seja a sua destruição)? Ora, o indivíduo não pode se destruir, o indivíduo necessita servir.

Porém, as drogas não têm um efeito tão maléfico quanto todas as terríveis propagandas publicitárias contra elas juram ter. Ademais, o fato de serem proibidas é o sinal de que o seu uso traz algum prazer ao usuário (se não trouxessem, não seriam proibidas, pois apenas sádicos as usariam). Os efeitos variam, como se sabe, e cada uma pode exercer um papel diferente na consciência do indivíduo. Não gostaria de entrar naquele chicle de que as drogas podem ajudar o homem a pensar coisas que não pensaria caso estive em pleno estado de consciência, contudo, também não negarei tal fato que é óbvio para quem possui sinceridade intelectual. Basta ler Sartre, Huxley ou escutar Heroin do Velvet Underground para entender as benesses que não estar em pleno estado de consciência pode trazer.

Por outro lado, não vou, obviamente, dizer aqui que as drogas são algo que eleva a inteligência e o senso crítico da humanidade. Em muitos casos é exatamente o oposto: além de entorpecer totalmente as faculdades mentais (e em alguns casos, o entorpecimento pode ser eterno [cogumelos e afins]), intoxicam o corpo e o destroem pouco a pouco (heroína e afins).

Como se percebe, este texto está repleto de "pode ser" e com poucos "é". Tratando de um tema como este, é impossível ser enfático. Dizer que as drogas representam isto ou aquilo é autoritarismo, falta de sinceridade com os fatos ou puro desconhecimento da realidade.

Já falei sobre as justificativas utilizadas, em geral, para dar razão à proibição das drogas em outro texto, mas vou repetir aqui uma vez que o tema foi trazido à tona. As duas mais fortes dizem respeito à violência "gerada pelas drogas". A primeira é a violência do usuário; a segunda, a violência gerada pelo tráfico.

A primeira é complexa, mas vamos a ela.

Peguemos alguns exemplos (os mais conhecidos): maconha, cocaína, ecstasy, LDS e heroína não têm a combinação química da violência em suas composições. Pelo contrário, maconha é depressor do sistema nervoso, o que dificulta o indivíduo tornar-se violento. No caso da heroína, a coisa segue o mesmo caminho, porém, com efeitos mais fortes: o chamado "orgasmo abdominal" é o prazer intenso causado quase instantaneamente, pois ela é imediatamente transformada em morfina no cérebro. Ou seja: seria possível falar de uma possibilidade do indivíduo se tornar violento no uso de cocaína, ecstasy e LDS, as duas primeiras drogas estimulantes e o LDS, um alucinógeno.

A cocaína retarda a sucção da dopamina e noradrenalina pelos neurônios, aumentando a quantidade desses neurotransmissores no cérebro. Tais substâncias são necessárias em caso de estresse, quando o indivíduo necessita de todas as suas forças ou quando precisa de pensamento rápido. O uso da cocaína é a concentração dessas substâncias e o aumento de todos os itens relacionados acima.

O ecstasy é algo parecido, só que a substância que os neurônios não sugam é a serotonina. O seu efeito é mais prolongado do que o da cocaína e é geralmente usado em boites noturnas.

A pergunta é: onde está a "violência", o "crime", ou a "crueldade"? Das drogas aqui descritas, as únicas que interferem na forma de pensar do homem são a maconha e a heroína, mas pelo fato de serem depressoras, os seus usuários não deveriam ser temidos como "laranjas mecânicas" pela sociedade. As drogas estimulantes, como a cocaína e o ecstasy, têm o efeito de exaltar as sensações do homem. Não são agentes da violência; são agentes da potencialização do homem. Caso o que o homem tenha em si seja o ódio, o ódio será potencializado, mas não necessariamente. Resta o LSD: este sim estimulante e alucinógeno.

O LSD age também sobre serotonina e noradrenalina, porém, mais do que isso, inibe a atividade dos neurônios da Rafe, responsável pelas faculdades visuais e sensoriais, gerando a alucinação. Os efeitos variam de experiências consideradas "místicas", visualização acentuada de cores, assim como paranóia, confusão e despersonalização. Contudo, gostaria de perguntar se alguém conhece alguma vítima de usuários de LSD. Talvez um ou dois, afinal, buscando estatísticas pela internet de "crimes" causados por usuários de LSD, a única coisa que encontrei foram os crimes de tráfico e de produção da droga.

O segundo argumento da violência das drogas, a causada pelo tráfico, é bem mais simples. O tráfico causa mortes porque é proibido. Por ser proibido, os vendedores precisam se armar e enfrentar a polícia. Tal enfrentamento gera violência e uma briga de forças em que o poder diz ser ilegal consumir aquilo que traficantes querem vender e obter lucro com este negócio que, sim, é muito lucrativo. Drogas nunca deixarão de ser utilizadas por mais que infestem de polícia cada quarto das casas brasileiras. A proibição força a violência contra essa invasão da vida privada do indivíduo por parte do poder. O que gera o embate violento? A proibição. Quem proíbe? O Estado. Quem é responsável pela violência? O Estado com a sua proibição.

Como já descrito acima, o uso das drogas pode ter um efeito muito agradável sobre o usuário e tal fato assusta quando se tem em conta os problemas que a dependência traz. No entanto, convém aqui lembrar que depois do momento de prazer oferecido pela droga, a seqüência é a inevitável depressão. Todos os usuários sabem que o momento seguinte do uso dessas substâncias será a tristeza e a melancolia. A impressão de que o resultado da descriminalização das drogas seria o caos absoluto não é verdadeiro, primeiro porque são poucos os que querem estar entorpecido o tempo todo e, segundo, porque a utilização de tais substâncias traz já em si este controle: a "rebarba" (como é conhecida a depressão posterior ao efeito gerado por elas) não é desejada. A depressão faz da utilização das drogas por pessoas estabilizadas psiquicamente algo esporádico. Já a dependência surge quando o indivíduo necessita fugir da realidade o tempo todo e não suporta o momento em que precisa encará-la da forma como se apresenta e tampouco pode lidar com a depressão seguinte, fazendo do seu uso algo contínuo. Volta-se à pergunta: o problema se encontra nas drogas ou em fatores externos?

A dependência, a violência e outras questões que às vezes são relacionadas aos usuários não são fatores intrínsecos às drogas. A proibição da sua utilização não acaba com dependência nem com a "violência" relacionadas a elas. Violência é fruto de revolta e revolta não brota do ecstasy. A infelicidade de uma condição miserável traz revolta, a necessidade de trabalhar 14 horas por dia causa revolta, a burocracia em qualquer trâmite governamental para fatores às vezes imprescindíveis para um indivíduo traz revolta. E se as drogas podem potencializar a revolta, que se proíbam as drogas, correto? Errado! Ao invés de observar a origem da violência, cala-se a voz do revoltado pela condição miserável, de explorado econômica e politicamente e vê-se nas drogas o grande motivo desse distúrbio que é o reflexo de uma sociedade entrando em colapso. O medo daquele que se revolta é o medo do questionamento da condição servil do homem. Não estou querendo dizer que o consumo de drogas gera revoluções, estou simplesmente afirmando que tanto o medo do revoltado quanto o medo do usuário provêm da mesma natureza: a necessidade de que todos estejam sob patamares aceitáveis de submissão em tempo integral.

Sugiro que se revejam detalhadamente as condições de trabalho, o efeito da religião e os micro-fascismos que tentam calar diferenças em todo o território, pois tenho a certeza de que estes fatores, de fato, são os que revoltam. Alguém topa?

Não: todas estas questões assinaladas acima estão de acordo com a ordem atual.

Então, que se proíbam as drogas e se arme uma guerra contra os pobres. É bem mais fácil. Ok, esqueçam este texto.

Fonte: Jornal de Debates

Revolução Química


Thomaz Wood Jr.

Deu na revista The Economist: “Preparem-se para drogas que vão melhorar a memória, a concentração e o aprendizado”. Se os ingleses escreveram, deve ser coisa séria. A linha lógica é irretocável. As fontes são irrepreensíveis. Há milhares de anos, buscamos substâncias para melhorar nossa mente e nossa resistência. Tentamos de tudo: folhas, raízes e qualquer coisa que pudesse ser mastigada, cheirada ou injetada. No século passado, cadeias produtivas complexas se organizaram em torno das mais diversas substâncias legais e ilegais. Na ponta da produção: a motivação das grandes margens de lucro. Na ponta do consumo: o inconformismo com as restrições da mente humana.

Agora, além dos guerrilheiros colombianos, das gangues mexicanas e dos senhores feudais afegãos, os grandes laboratórios farmacêuticos também prometem nos liberar de nossos restritos limites. As novas drogas atendem pelo nome de cognition enhancers, ou drogas que melhoram a cognição. Segundo The Economist, as novas drogas atuam nos processos neurais relacionados a atividades mentais, tais como atenção, percepção, aprendizado, memória, linguagem, planejamento e tomada de decisão. Citando fontes científicas, a revista britânica revela que pesquisadores estão trabalhando em mais de 600 drogas para o tratamento de distúrbios neurológicos. Nem todas chegarão aos estágios finais de desenvolvimento e de comercialização, mas é razoável supor que um bom número delas estará nos próximos anos nas prateleiras das farmácias, trazendo inegáveis benefícios para os doentes e despertando a cobiça dos não doentes.

Oficialmente, elas estão sendo desenvolvidas para tratar os efeitos do mal de Alzheimer, os Distúrbios de Déficit de Atenção, o mal de Parkinson e a esquizofrenia. Entretanto, é certo que o uso não vai se limitar aos doentes. Como em outros casos, a mão invisível do mercado, com a providencial ajuda de gerentes de produto, unirá a “boa vontade” dos grandes laboratórios à voracidade consumista das hordas populares.

Ainda que a nova revolução química seja primariamente focada nos consumidores individuais, os grandes laboratórios, provavelmente, encontrarão nas aplicações corporativas um valioso nicho de mercado. O impacto das novas drogas sobre a vida nas empresas não é difícil de imaginar. Dentro de 10 ou 15 anos, as gerências de recursos humanos serão ocupadas majoritariamente por médicos. Eles distribuirão ansiolíticos fartamente a todos os executivos, facilitando jornadas diárias de 16 horas, sem ansiedade ou estresse. Medicamentos de efeito direto sobre os neurotransmissores serão usados para aguçar o foco e a concentração, características inexistentes nas diretorias das empresas de Pindorama, o que facilitará a realização de atividades hoje raras, como o planejamento estratégico. Executivos indecisos e gerentes inertes receberão drogas especialmente projetadas para aguçar sua capacidade de tomar decisões. Procurados por empresas estatais e órgãos públicos, fabricantes se mobilizarão para atender a gigantescos pedidos, em regime de urgência.

Além de impactos sobre os indivíduos e sobre a gestão das empresas, as novas drogas provocarão grandes mudanças sobre as escolas de negócios e as empresas de consultoria. Para tentar sobreviver, elas estabelecerão parcerias com os grandes laboratórios e com as escolas de medicina. As fábricas de MBAs perderão pouco a pouco sua função e as aulas serão substituídas por pílulas de supressão da criatividade para gerentes de produção, drágeas de embotamento ético para especialistas em finanças e xaropes de indução de bipolaridade para executivos de marketing. As aulas de recursos humanos serão substituídas, com vantagens, por tratamentos com Florais de Bach. Igualmente ameaçadas, as empresas de consultoria tentarão substituir seus administradores por médicos e psiquiatras. Clientes depressivos, que se acham vítimas eternas do mercado e do governo, receberão poderosos estimulantes. Empresas envolvidas no passado em grandes falcatruas receberão drogas para inibição de memórias ruins, tornando seus funcionários mais felizes e produtivos. Paradoxalmente, as empresas-cliente concluirão que não precisam mais de consultores ou de MBAs, mas apenas de bons convênios farmacêuticos. Com isso, as fábricas de atores e a indústria do conselho entrarão em depressão. Neste caso, não haverá droga capaz de salvá-las.

Nota do autor: esta coluna não foi escrita sob o efeito de drogas de melhoria da cognição. Portanto, este escriba não se responsabiliza pela qualidade das previsões aqui registradas, fruto de sinapses aleatórias e neurotransmissores descontrolados.

Fonte

Novo Layout



Estou voltando a atualizar o blog, espero dar continuidade a esse projeto e fazer novas postasgens todos os dias, tenho uma séria dificuldade em finalizar ou mesmo dar continuidade a alguns projetos.

Mas, voltando ao assunto, resolvi mudar o layout, ainda estou modificando e descobrindo como editar essas coisas (chato). Não sei se é definitivo, mas fiz para dar motivação de postar coisas novas, com o tempo vou alterando e incluindo novas ferramentas.

Pelo menos estou aprendendo algo novo :P

Vai Carlito!



Aumento?

1. A Frente de Luta pelo Transporte Público nasce em um momento ímpar na história da cidade de Joinville. Depois de várias tentativas, Carlito Merss do PT é eleito sob o discurso da transparência e do diálogo, correspondendo à esperança de mudança na condução da política em nossa cidade. Porém, no início de seu mandato se desenha uma inaceitável contradição: o possível aumento nas tarifas do transporte coletivo.


2. Os governantes da cidade sustentaram até hoje um escandaloso monopólio ilegal no serviço público de transporte coletivo. Tal monopólio inconstitucional se perdura por quarenta anos beneficiando as empresas Gidion e Transtusa. O prefeito Carlito Merss, inclusive, questiona a legitimidade desta concessão através de uma Ação Popular que tramita no judiciário catarinense desde 1996.


3. A tarifa do transporte coletivo de Joinville já atingiu R$ 2,05 (passagem antecipada) e R$ 2,50 (passagem embarcada), se tornando uma das mais caras do Brasil. Este valor inviabiliza a mobilidade urbana, principalmente aos usuários mais humildes. A situação é absurda, pois é mais barato se deslocar dentro da cidade de carro do que de ônibus, o que tem tornado as vias urbanas quase intransitáveis. Mas os empresários do transporte não estão contentes. Eles querem mais um aumento: 12,2%. Isso elevaria a tarifa ao patamar de R$ 2,30. Como se não bastasse, a tarifa embarcada, que é mais um crime contra os usuários, poderá chegar a R$ 2,70.


4. Os empresários ignoram o descontentamento popular que obrigou o tema transporte coletivo ser muito bem pautado nos dois turnos da última campanha eleitoral, com promessas de redução da tarifa para R$ 1,80. Argumentos para reduzir a tarifa não faltam: implantação dos corredores de ônibus, extinção de quase todas as Linhas Diretas, cancelamento de 64 horários no sentido Tupy-Centro e 12 linhas do Pega Fácil.


5. Somando a remuneração de capital R$ 500 mil, o "salário" dos diretores R$ 130 mil e o valor mensal repassado à Passebus R$ 230 mil, os empresários engordam suas contas bancárias em quase um milhão por mês. Se as empresas fossem públicas, estes três itens seriam desnecessários, o que reduziria a tarifa imediatamente para R$ 1,80, conforme prometido na campanha eleitoral.


6. O prefeito Carlito já informou no jornal A Notícia em 11 de fevereiro de 2009, que considera a possibilidade de aumentar no índice da inflação o valor da tarifa. "Minha vontade era dar a inflação, já que eles têm data-base (negociação salarial) em maio", declarou. Mas se esta lógica for levada até o fim, então o prefeito teria que baixar a passagem, já que o valor atual está 109,2% acima da inflação dos últimos 12 anos. Ou seja, de 1996 a 2008, a inflação acumulada no período foi de 132,4% ao passo que a tarifa subiu 241,6%.


7. A declaração do prefeito foi infeliz, já que havia se comprometido durante a campanha eleitoral a discutir os preços da tarifa e no segundo turno, incorporou proposta de outro candidato que falava em reduzir a tarifa para R$ 1,80.


8. A Frente considera positivo o ato do prefeito de disponibilizar a planilha na internet, bem como um blog para o debate. Mas salienta que a discussão não se fechará no aspecto técnico. O transporte coletivo é um serviço público essencial que deve ser garantido a todos que precisam. Porém, essa realidade é impossível com o atual valor da tarifa.


Tendo em vista este Manifesto, a Frente de Luta pelo Transporte Coletivo apresenta para o debate público, o seguinte programa:


Não ao aumento das tarifas de ônibus.


Compreendemos que o aumento das tarifas de ônibus tem apenas um propósito: fazer com que as empresas de ônibus não emagreçam seus lucros. Faz tempo que as empresas Gidion e Transtusa eliminaram mais de quinhentos cobradores. Economizaram ainda com a eliminação do Pega-fácil, com o cancelamento de horários no sentido Tupy-Centro, com a extinção da maioria das Linhas-Diretas, com a implementação dos corredores de ônibus, entre outros. Há motivos suficientes para reduzir a passagem, ao invés de aumenta-la.


Quem mais se prejudica com o aumento das passagens são os trabalhadores – que apesar de terem vale-transporte, pagam o passe dos filhos estudantes – e os trabalhadores informais. Ou seja: a maioria da população joinvilense só tem a perder com o aumento, enquanto quem ganha são apenas duas famílias que se tornaram poderosas com a riqueza adquirida em quarenta anos de monopólio. Por esse motivo, a Frente de Luta pelo Transporte Coletivo diz NÃO AO AUMENTO. Todos os esforços serão envidados para BARRAR essa barbaridade que prejudicará o povo trabalhador.


Não ao subsídio para as empresas de transporte coletivo.


Entendemos que o subsídio às empresas de transporte coletivo nada mais é do que TRANSFERIR dinheiro público para lucros privados. De forma alguma o dinheiro público, fruto de nossos impostos, deve ter outro destino que não seja investimento na educação, saúde, moradia, etc.


Gidion e Transtusa se beneficiam de forma irregular, com exclusividade, mas sem licitação há 40 anos, com um belo pacote de benefícios. Os empresários tentam enganar a opinião pública através de gente da imprensa joinvilense regiamente paga ou patrocinada, afirmando que estão tendo prejuízo. Mentira descarada.


Auditoria nas planilhas realizada por um instituto independente e idôneo.


Não há qualquer confiança nos dados apresentados pelas empresas. Afinal, como acreditar num documento produzido por quem se beneficia de forma irregular através de um monopólio de quarenta anos?


O Movimento Estudantil, ao estudar a planilha há alguns anos, constatou uma série de superfaturamentos nos valores do combustível, pneus, manutenção, entre outros. Para não haver dúvidas sobre os valores, é preciso que a planilha seja submetida a auditoria de técnicos independentes e idôneos.


Auditorias semelhantes foram realizadas em Blumenau (2006), Curitiba e São Paulo, apresentando sempre o mesmo resultado: redução nas tarifas.


O Poder Executivo de Joinville, que é o poder concedente, tem o dever de determinar e custear uma auditoria das planilhas que não deixem qualquer dúvida sobre o custo das empresas e como forma de reduzir os preços das passagens.


Debate do aumento com a população através de audiências públicas e reuniões nos bairros.


Acreditamos que um governo do PT deve abrir a "caixa-preta" do transporte coletivo que estava guardada a "sete chaves" durante tantos anos, através de audiências públicas para ouvir a população. Porém, esse debate não deve ficar restrito à Câmara de Vereadores. O mesmo deve ser promovido nos bairros, universidades, escolas. Se a prefeitura não promovê-los, a própria Frente o fará.


Passe Livre Estudantil sem aumento de tarifa.


O Passe Livre Estudantil é uma reivindicação histórica da juventude de Joinville. O atendimento dessa demanda vai garantir aos estudantes o pleno acesso e permanência à escola, à educação, às bibliotecas, ao cinema, à cultura em geral e aos espaços públicos da cidade.


Metade dos bairros da cidade não tem, por exemplo, escolas de ensino médio. Escolas profissionalizantes dão para contar nos dedos. As faculdades são em regiões centrais ou no Bom Retiro. Como o estudante humilde vai fazer este deslocamento se não utilizar o transporte coletivo? Quantos abandonam as salas de aula por falta de condições financeiras para pagar o transporte? Isso é justo? Isso não contraria os artigos 205 e 206 da Constituição Federal que trata do dever do Estado e da família em garantir o acesso e permanência do estudante à escola?


O Passe Livre jamais poderá acarretar aumento de tarifa para os outros usuários. Ele é um direito, e não uma conta a ser paga por outros setores. O Poder Público que garanta o financiamento deste transporte. Assim estará cumprindo o que diz a nossa Carta Magna.


Criação de uma empresa pública de transporte.


Em 2013 vence a concessão ilegal do transporte coletivo à Gidion e Transtusa. É preciso que o povo trabalhador, os movimentos populares e estudantil, bem como os sérios formadores da opinião pública, defendam o retorno deste serviço para a prefeitura municipal, através da constituição de uma empresa pública de transporte coletivo. Para entender os motivos, basta ler as argumentações e informações escritas acima. Basta do transporte coletivo ser uma fonte de lucro de duas famílias ao custo do suor do povo trabalhador.


Assinam esse programa os seguintes movimentos, entidades e organizações políticas:


Movimento Passe Livre Joinville (MPL) | Diretório Acadêmico de Comunicação Social Cruz e Souza (Dacs/Ielusc) | Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi (Calhev/Univille) | Juventude Revolução (JR) | Grêmio Estudantil do João Rocha | Grêmio Estudantil do Presidente Médici | Grêmio Estudantil do João Colin l União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (UJES) | Federação das Associações de Moradores de Joinville (FAMJO) | Associação dos Praças de Santa Catarina (APRASC) | Coletivo Contra Parte | Movimento dos trabalhadores na Educação (MOTE) | Movimento dos Servidores Públicos Municipais (MOVIMENTAÇÃO) | Centro de Direitos Humanos (CDH).

Sob o Céu de Joinville

Lançado em 12/03/2008, o curta joinvilense Sob o Céu de Joinville é um destaque para a produção de vídeo local. Venho acompanhando a produção de curtas e vídeos em Joinville desde 2006, e os resultados estão ficando cada vez melhores, mas esse realmente se destacou. Vejam o curta:

PARTE 1

PARTE 2

Um dos personagens de terror mais “assustadores” dos cinemas completou esse mês 20 anos, para promover o lançamento do DVD especial desas duas décadas, a FOX desenvolveu essa Ação de Guerrilha, onde colocou vários atores vestidos de Chuck nas ruas de Nova Iorque, mais precisamente na Times Square.





Fonte: Comunicadores

Pinta “como'eu” Pinto?

Quadros com flores são vistos em todo o canto, acredito que flor seja o elemento mais pintado no mundo, ou não, mas o fato é que esse homem inovou e criou uma forma nova de “pintar” em tela.

Face your Manga

O Ministério da Educação divulgou seu ranking provisório das instituições brasileiras de ensino superior, com notas em uma escala que varia de 0 a 500, e conceitos que vão de 1 a 5.

Me surpreendi hoje quando falaram da colocação do “Instituto Superior e Centro Educacional Luterano - Bom Jesus – Ielusc”, entre cinco mil (5000) instituições de ensino superior, privadas e publicas, ficamos em 168°, a melhor colocada em Joinville, na frente de Univille (238°), FCJ (874°), Sociesc (569°) etc.

Aqui Ranking Completo

SELF

"Precisamos distinguir entre duas espécies de violência. Se alguém usa violência contra aqueles que buscam a liberdade, isto não está certo. Mas, se aqueles que buscam a liberdade, usam a violência para consegui-la, tudo bem." (Michelangelo Antonioni)

Tudo bem que o trote tenha acontecido em fevereiro, mas tenho que deixar registrado para futuras gerações como é um trote de verdade, aquele que você vai contar para os filhos o quanto se fodeu na mão dos veteranos e como recobrou nos próximos calouros.
Bem, não sei quem serão os calouros de 2009, mas espero que a turma de 2008 não baixe o nível, trote de verdade é de Publicidade!

Ingredientes:
Aguá de Peixe (Você encontra em mercados publicos, ondem limpam os peixes)
Aguá de Romolps
Chorume
Vinagre
Cola
Ovos (Podres de preferencia)
Muita tinta
E tudo aquilo que suje, manche e deixe o maior tempo possível sujo...

Modo de Fazer:
Junte os bichos em um sala fechada, amarre-os, cuide deles com muito barulho, berros e tambores, até que alguns comecem a chorar e “pedir pra sair”. A partir desse momento vem a cobertura com todos os ingredientes citados, vale tudo, vinagre no olho, cola no cabelo, rolmops na orelha.
Depois de devidamente cobertos é só pedir a benção para Tio Neri, correr atrás de dinheiro e pagar as cervejas dos veteranos.

Se você fizer tudo certo, o seu calouro ficará assim:

Documentário Memento Mori

“A unica certeza do mundo não passa de uma grande duvida. A morte. Que nada mais é que uma experiencia de vida, coloca as pessoas em situações de confronto, onde razão e emoção travam a todo momento uma disputa pela resposta mais conveniente. Tamanha inquietação é discutida em "Memento Mori", um documentario que traz o ceticismo cientifico em dialogo com os dogmas do espiritismo.
Criando um laço entre os dois discursos, a historia de Tayse Uber, que aos 15 anos teve a vida marcada pela morte do irmão. Como quem revive aqueles dias, ela conta a trajetoria do irmão desde a descoberta do cancer ate o seu falecimento. O sentimento de perda parece inerente à maioria das pessoas, mas descobre-se que a vida é apenas um momento que merece ser aproveitado, explorado e , principalmente, vivido. Na vida, poucas coisas são tão certas quanto a morte.”



Documentário produzido orgulhosamente pelos acadêmicos de Publicidade e Propaganda, do Bom Jesus/Ielusc, na oficina de verão 2008.

Zeitgeist

Nas madrugas solitário, naqueles dias em que tudo parece dar errado, o vazio domina e a internet se torna uma útil companhia. Buscas, pesquisas, informações e a formação de uma personalidade, a fundamentação dos argumentos, em busca da coerência. Nessas situações o blog faz realmente sentido, me escuta e me da a maravilhosa sensação de estar colaborando, mesmo com visitas zero. O desabafo ainda que silencioso, se torna remédio. Dia dos pais, muitas saudades.

Comunicação Social 10.0

O curso de Comunicação Social Bom Jesus/ IELUSC, está fazendo 10 anos, e para não deixar a data em branco, a instituição estará realizando um debate sobre “O futuro da comunicação e a comunicação do futuro", no dia 08 de agosto, às 19h no centro Diocesano. Maissss uma palestra de “futuro da comunicação”!

Free Music Zilla

Então, como havia comentado com alguns amigos, falarei um pouco sobre um software que encontrei esses dias. Bem, estava procurando um programa que baixasse as musicas do Myspace, acabei encontrando uma ótima opção, se chama Free Music Zilla, um freeware fácil, leve (540 KB) e que baixa vários arquivos de áudio e vídeo on line, dentre os sites mais populares estão Myspace, Last.fm, Youtube e outros. Testei em alguns deles e funcionou perfeitamente. Mas nem tudo é perfeito, pelo que sei o software está apenas disponível para Ruindows, pena não ter uma versão para Linux.

www.freemusiczilla.com


 

tudo livre por garganta sativa